17/06/2005 - 18h35
Curso de medicina busca federalização
IPATINGA - Reconhecimento do Conselho Estadual de
Educação e o resultado dos alunos junto ao Exame Nacional de
Desempenho de Estudantes (Enade) são alguns dos pontos a favor
da Faculdade de Medicina do Vale do Aço na sua busca pela federalização.
"A Faculdade de Medicina é a única instituição educacional privada
aprovada no exame em Minas a receber o conceito máximo. Este
resultado confirma a qualidade no ensino", orgulha-se o diretor
do curso, Carlos Haroldo Piancastelli, lembrando que todas as
instituições da área de saúde foram submetidas aos exames do
sistema federal.
Porém, ele ressalta que a federalização depende de um processo
de discussões que envolve a Fundação Educacional e Cultural
de João Monlevade (Funcec) - mantenedora da faculdade de Medicina,
a Secretaria de Ciências e Tecnologia, o Conselho Estadual de
Educação e o Ministério da Educação. "O conjunto de discussões
é que vai abrir caminho para a federalização", reconhece Piancastelli.
O diretor cita como exemplo a reunião realizada entre representantes
da Faculdade de Medicina e o ministro da Educação, Tarso Genro,
no início da semana. "A reunião representou mais um passo para
cumprir este protocolo de migração para o sistema federal de
ensino".
Tarso Genro reconheceu a importância econômica e social para
a região do curso, prometendo se empenhar para atender a solicitação
de representantes da faculdade e da Associação de Pais e Alunos.
Porém, ressaltou que para transferência do sistema estadual
para federal é necessário apreciar uma série de fatores, fato
confirmado ontem por Piancastelli.
Exigências Quando cita a necessidade de documentos para tomar os procedimentos
necessários para a federalização, não representa que será tudo
resolvido da noite para o dia. Piancastelli esclarece que são
condições que deverão ser analisadas pelo MEC como parte administrativa,
projeto pedagógico, corpo docente e infra-estrutura. "Toda esta
documentação é necessária para que este processo possa se materializar.
É importante para a faculdade, para o Conselho Estadual de Educação
e também para o MEC. Portanto, não é uma ação isolada que determina
isso", conclui.
fonte: Jornal Diário do Aco, 17/06/2005
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